Mulher sorrindo de perfil, com cabelo escuro preso com lenço, usando brincos dourados e roupa vermelha.

Nasceu em 1961, na freguesia de Paços, concelho de Melgaço, distrito de Viana do Castelo.

É autodidata na área da pintura e iniciou o seu percurso artístico em 1996.

Em 2004 frequentou o curso livre de pintura, orientado pelo professor Carlos Dias, na Cooperativa Árvore – Porto e o curso de técnicas de pintura orientado pela professora Paula Soares, no Museu Soares dos Reis – Porto.

Entende a pintura como um lugar de encontro, onde ocorrem metamorfoses de emoções e percepções, que emergem do que observa, sente e que a memória (re)cria.

A pintura e as palavras são para a artista os sentidos da vida materializados e inscritos em diversos suportes, num tempo de ninguém.

Declaração Artística

“Não aprendi o cheiro das tintas, o toque dos pincéis, a receita para a melhor junção da cor, a melhor composição ou expressão pictórica. Quando pinto, sinto a hora da evasão e fujo de mim – os sentidos perdem o caminho e tudo é apenas emoção.

Sou artista plástica da paixão e da persistência para a aprendizagem árdua e laborada a partir do inconsciente, reconstruída na intuição e consolidada na racionalidade, com validação.

A minha pintura é essencialmente o olhar sobre a natureza e os seus sítios, uma realidade animada do quotidiano e do imaginário, que se confundem para fazer a apreensão da alma, traduzida numa poesia melancólica dos sentidos e da intimidade, porque procuro antes da figuração humana a emoção e a sua sombra.

Algumas obras falam da verdade, outras de poesia cantada ou chorada, outras ainda da emoção solta ao vento, para ser um grito de liberdade, um raio de sol que atravessa o tempo de ninguém, que adormece a consciência, para que os dias sejam marcados no meu tempo e no tempo com sinais meus.”

Júlia Fernandes